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terça-feira, 8 de junho de 2010

Quem matou a poesia?

Enquanto todos riem, nós fazemos rir, enquanto se divertem, trabalhamos.
Mataram a poesia, mas a ascendemos novamente. Mataram a poesia, não foram os “Deuses”, nem os jabás, mas sim a ultima palavra, a que faz vozes se dispersarem, versos se calarem, colocarmos um sorriso de ironia, aonde deveria existe alegria.
Fazemos o melhor e o pior, trabalho luminoso e sórdido, leve e árduo, para aqueles que ignoram, a cada dia, a mãe de todas as paisagens, palavras, verdades e mentiras. Mãe e pai da mentira, essa mesma que necessita incontrolávelmente de uma verdade.
Diminuiram nossa criadora de cobras, aquela que me ensinou a mentir por uma verdade, disse-me que uma mentira necessita de uma verdade, ensinou-me a não fazer do problema um problema.
De que adiantou? Mataram a alegria, dispersaram pensamentos, jogaram embaixo do tapete nossa mentira mais real.

(link) “as mentiras da arte são tantas... são plantas artificiais. Artifícios que usamos para sermos (ou parecermos)... mais reais”. Lendário, Humberto Gessinger.

sábado, 5 de junho de 2010

Hoje eu acordei mais leve


Abri os olhos lentamente, talvez por medo de não encontrar-la, ou de encarar olhos iguais aos dela. Olhos estes que pouco vi, mas muito despertaram a curiosidade de um principiante no labirinto das fantasias românticas, fantasias estas que me alegram, despertam para a realidade.
Tentei me preparar para abrir os olhos, percebi que era cedo, tanto para abrir como pela hora, tentei raciocinar um instante, permanecia numa espécie de estado vegetativo.
Imaginei cuidadosamente cada traço do rosto daquela mulher, na verdade, acho-a mais parecida com uma boneca de pano que com mulher, a mais bela boneca de pano, olha-me de tal maneira que, faz um sentimento anormal que flora no fundo do poço sem fundo de meu coração, talvez o olhar direcionado a mim não passe de ilusão.
- está na hora, vou abrir e vou dar-lhe um belo sorriso de boa noite... 1, 2, 3 e já: ...
Passei o dia inquieto, pensativo, desmotivado, desamparado. Escrevi uma carta, daquelas sem destinatário, sem pista de remetente.
Lembro-me apenas de um sorriso, no momento do ponto final, talvez de alegria ou ironia, sorriso em um final de tarde, sem pôr-do-sol, somente com olhos no horizonte de minha alma ou talvez na lua... na varanda, no tudo do nada, pra ser sincero, se é que aqui posso ser.

terça-feira, 18 de maio de 2010

Crescer Dói

Passamos anos com pessoas fantásticas (pelo menos para nós), mas chega o dia das despedidas, estas que não são nenhum pouco saudáveis.
Quando crianças, vamos descobrindo a cada dia o quão grande é o mundo, e que a cada dia podemos chegar mais longe e conquistar coisas nunca então imaginadas, fazemos amigos, criamos romances, monstros e heróis. Mas chega o dia de deixarmos o maravilhoso mundo quixotista de lado, ou melhor, para trás.
Entramos em um mundo paralelo, tão que as vezes somos obrigados, necessários a retornar ao maravilhoso mundo das ilusões para nos refugiarmos. Algumas pessoas continuam juntas desde o mundo quixotista, passamos anos, não formamos mais romances globais mas sim, romances literários, formulamos falsos amores, sofremos com falsas e verdadeiras ilusões, rimos com falsas e verdadeiras coisas que não fazemos delas um problema sequer.
Há o dia em que tomamos coragem, sofremos bastante, enfrentamos uma Guantánamo pessoal, quando deixamos o coletivo pelo individual, o plural pelo singular, chega o dia de deixarmos na estrada amigos, minimigos, transeuntes. Saímos em busca de novos horizontes (se não for isso o que será?), deixamos aqueles que um dia serão tudo, para darmos vaga a novos que já foram.
Todos continuam para sempre conosco, mas o passado não é lembrado como o amanhã, e o presente se faz banal como um amor verdadeiro.

terça-feira, 4 de maio de 2010

Meus Moinhos de Vento

 
Vivo andando alheio ao mundo, aos outros e ao nada. Talvez me taxem de louco um dia.
Não considero a loucura algo assustador, na realidade considero algo mágico, pois o que chamam de loucura nada mais é que a porta da liberdade aberta, onde passamos e deixamos escancarada para quem sabe um dia voltarmos à triste realidade (aquilo que chamam de real).
Não se espantem se me virem falando sozinho no meio da rua (é de praxe), não estranhem se chegarem em minha casa e me virem todo suado de tanto jogar uma tampa na parede e tentar fazer o gol em uma trave que na realidade é a pia de lavar roupa, onde há adversários e aliados. Não se assustem se eu lhes apresentarem o “R”, meu advogado do diabo, não se afastem se eu agir de várias maneiras diferentes repentinamente (não é TOC, pelo menos espero que não), é somente mais um Dom Quixote da vida se erguendo no mundo, que está explodindo o que a muito reprimiu.
Sou tão normal quanto um normal, aliás, a normalidade sim é uma coisa estranha e sem graça.
Nossa vida é baseada em três princípios: compreensão, destruição e reconstrução (outro dia falo mais sobre isso), com base nisso podemos ver que nada é para sempre, mas não podemos esquecer que não há volta pra nada, então por que tentarmos só compreender? Podemos destruir para trazer o novo, só tento destruir um pequeno tempo de minha “normalidade” com coisas que realmente me interessam. Meu mundo de ilusão, minha real realidade.
Todos temos moinhos de vento, só contei alguns meus.

domingo, 25 de abril de 2010

A Globo está se globalizando

Com muita alegria trago a tona o que já é sabido de todos.
Nos primeiros textos deste blog tentei apresentar certo ponto de vista: musica independente... Teatro Mágico.
Não de hoje sabemos o quão pouco globalizada a Globo é. O quão influente são as gravadoras (eldorados musicais) em emissoras como a tal.
A pouco Rick Bonadio (produtor de GÊNIOS musicais como Fresno e NX0) protagonizou uma verdadeira guerra fria contra Músicos independentes (Fernando Anitelli, Lenine), onde mesmos não pouparam defesas as suas “ideologias”, ou interesses temporários?
Na noite de 24 de Abril de 2010, sábado, houve na novela “Viver a Vida” da Rede Globo uma participação da Trupe do Teatro Mágico. Muito me estranha tal participação, já que Fernando Anitelli (Teatro Mágico) é um dos principais “opositores” a monopolização da indústria musical. Muito se fala de que o Teatro se vendeu. Não posso ser tão radical, mas me estranha incrivelmente tal participação, não que o TM não seja competente, mas sabemos que não há esse tipo de apoio por parte dos interesses da Emissora Marinho, emissora que é marcada por muitos interesses políticos, pessoais, financeiros e ideológicos, onde tentam manipular a visão do telespectador, que muitas vezes assistem bestializados o que lhes é imposto.
Espero que não seja bem o que parece, até mesmo por que “nem toda palavra é aquilo que o dicionário diz”.
Espero que o sonho do Teatro Mágico não se apague ou muito menos se venda. Que seja sempre um silêncio ensurdecedor, seja sempre O Teatro Mágico não privatizado.

sábado, 10 de abril de 2010

Uma Declaração

(peço licença aos poucos e valiosos seguidores deste blog para fazer um texto diferente)

Quase um ano se passou. Aquele dia eu estava atrasado (como sempre). Cheguei à porta e a vi dançando, fiz aquela continência (ridícula eu sei). Simplesmente nos olhamos. Não vou inventar uma daquelas histórias que há em contos, pois só há em contos, nos olhamos friamente e pronto.
Como toda grande relação não faltou gritos, muito menos palavras baixas e confortantes, também houve longos e dolorosos dias de silêncio. Mas hoje quebramos esses dias. Não com palavras mas sim com um abraço. Abraços que foram tão escassos e desejados por ambos, mas pelo orgulho dos mesmos, só aconteceu duas vezes.
“Amigo é coisa para se guardar, do lado esquerdo do peito...”
Dennise, vc é uma pessoa inesquecível, brigamos, brigamos e brigamos, mas sempre fizemos as pazes, agradeço por você me mostrar o quanto uma (Patty rsrs) pode ser especial. Desculpa o afastamento, agora o que virá não será por vontade minha, mas sim por vontade de uma força maior (talvez o acaso).
Nunca vou esquecer você.

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Aquela quimera real

Certa vez olhei-me para ela, aquela que nunca tinha visto antes nem mesmo agora.
Confesso ter-me estremecido, aquelas três vogais em seu nome, aquele sorriso... não que houvesse algo de especial naquilo mas, havia com certeza algo natural ou, talvez sensualmente pura.
Nunca a esperei, mas a vi, tão bela, sorriso que me mostrava o brilho, não de dentes brancos, aliás, amarelos, eram amarelos. Sorriso que derrubou- me e me fez ter a mais profunda e verdadeira quimera. O mesmo me mostrou a capacidade de devolver: belas palavras, profundos olhares, e vários momentos de silêncio.
Ficamos dias nos vendo, nos conhecendo, mas como toda reação, ao ser constantemente alimentada nossa relação saturou, mesmo aconteceu em meu peito de tanto desgosto, tristeza e saldade.
Um espaço raro que deixou de ser ocupado. Uma rara que entrou e saiu rápido de minha vida. Espaço que dificilmente se preencherá.